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sábado, 10 de janeiro de 2015

Retinopatia Diabética

                                          Retinopatia Diabética




Alterações causadas pelo diabetes que se encontram entre as principais causas de cegueira. Essas alterações podem ocorrer em diabéticos do tipo I e II. O diabetes afeta a retina porque a concentração sérica de açúcar (glicose) torna as paredes dos pequenos vasos sanguíneos mais espessas, porém mais fracas e mais propensas a deformidades e escapes. Existem dois tipos de retinopatia diabética. A não proliferativa é a forma inicial da doença. É detectada quando os vasos do fundo do olho estão danificados, causam hemorragia e vazamento de líquido na retina, que leva ao chamado edema de mácula diabético. Muitos pacientes manifestam a forma leve ou moderada da doença , e podem até não apresentar nenhum sintoma visual. Já a retinopatia diabética proliferativa apresenta grande risco de perda de visão. Ela é diagnosticada quando os vasos da retina ou do nervo óptico não conseguem trazer os nutrientes para o fundo do olho e por consequência há formação de vasos anormais que causam o sangramento. Podem desencadear hemorragias vítreas (embaçamento da visão) e deslocamento de retina (cicatrizes no vítreo ou na retina).

Causas: a extensão da retinopatia e da perda da visão está relacionada à qualidade do controle da concentração sérica de açúcar e ao tempo que o indivíduo apresenta o diabetes. Geralmente, a retinopatia ocorre 10 anos após o início da doença. 
Sintomas: o principal sintoma é a baixa de visão, sendo umas das principais causas de cegueira.
Consequências: quando não tratada pode causar cegueira
Prevenção: o controle nos níveis glicêmicos pode retardar o desenvolvimento da doença. O diabético tipo I deve fazer um exame oftalmológico nos primeiros cinco anos da data do diagnóstico. O diabético tipo II deve fazer este exame na época do diagnóstico. 
Tratamento: os indivíduos com diabetes devem submeter-se a exames oftalmológicos para que o tratamento necessário seja iniciado precocemente e a visão possa ser salva. O tratamento consiste na fotocoagulação com laser, na qual um raio laser é aplicado sobre o olho para destruir os novos vasos sanguíneos e para vedar os que apresentam escapes. Este tratamento é indolor, pois a retina não é sensível à dor. Quando o sangramento dos vasos lesados foi muito grande, a cirurgia pode ser necessária para remover o sangue que entrou no humor vítreo (um procedimento denominado vitrectomia). A visão melhora após a vitrectomia e o humor vítreo é gradualmente reposto. 
Exames: o médico diagnostica esta doença através do exame da retina. A angiografia com fluoresceína (um procedimento no qual o médico injeta um corante em uma veia, espera ele atingir a retina e, a seguir, realiza fotografias da retina) ajuda a determinar a extensão do problema. No momento adequado pode ser necessária a fotocoagulaçao a laser e a vitrectomia.
Cirurgias: a cirurgia de vitrectomia pode ser indicada em situações de descolamento da retina, hemorragia vítrea e alguns casos de edema de mácula diabético.

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