sábado, 25 de julho de 2015

A MAIOR AVENTURA DE TODAS


14/04/14
Postado por ultimatojovem em Altas devocionais
Por Matheus Loures




Durante minha adolescência muitas coisas marcaram minha vida. Foram esses acontecimentos que definiram o modo como expresso minha fé. A segunda-feira na escola era um momento tenso pra mim. É impressionante como o dia mais preguiçoso da semana é, surpreendentemente, o mais exibicionista. No colégio todo mundo tinha casos de fim de semana, cheios de adrenalina, pra contar. Todos, menos eu.
Era uma cena cômica, repetida todo início de semana. Meus amigos escolares e eu nos reuníamos no recreio e todos começavam a contar as aventuras vividas durante o fim de semana. Eram, de fato, casos e causos que fugiam do cotidiano previsível. Eu achava impressionante como aquele bando de jovens, de tendência contraculturais, tinham histórias para compartilhar. Claro que contavam experiências recheadas de aventuras sexuais, uso de alucinógenos, transgressão a leis e toda sorte de imoralidade, leviandade, iniquidades e borrachices. Todos sabiam que eu era cristão, muitos até respeitavam, mas mesmo assim é difícil expressar meu constrangimento por não ter histórias para contar. Eu procurava alguma coisa para falar e lembrava que no sábado eu tinha ido ao culto de jovens da igreja, no domingo eu tinha ido à igreja de manhã, na casa da vovó de tarde e na igreja à noite. Ahh, mas que decepção com meu previsível fim de semana de crente! Que insatisfação com minha vida de “crente-coxinha”! Será que era por causa disso que às vezes eu ouvia um “ Ah, vai se F*%$#!” quando convidava meus colegas pra ir nas programações da igreja?
Graças a Deus, eu não me transformei em um “desigrejado” frustrado, pois o Espírito, além de purificar minha vivência cristã, dando-me experiências únicas, me ofereceu uma grande inspiração: o apóstolo Paulo. Poderia ter sido outro personagem bíblico, mas Deus quis que fosse ele. Um dia refletindo sobre o livro de Atos, eu imaginei a seguinte cena: Paulo chegando numa feira de comerciantes e trocando causos com aquele povo. O apóstolo dos gentios contaria suas historias de: cegueira e conversão, viagens por boa parte do mundo conhecido, sobrevivência a naufrágio, imunidade (“wolwerinica”) a picadas de pseudo-cobra, lidar com helênicos malucos que achavam que ele era Deus, receber tanta porrada a ponto de ser dado por morto. Com toda certeza do mundo, ninguém poderia acusar Paulo de ter uma vida entediante. A essa compreensão foram somada as fortes experiências missionárias que vivi na Caverna de Adulão e a inspiração na vida de pessoas que passei a caminhar junto. Logo as coisas mudaram pra mim. Com o passar do tempo eram esses mesmo colegas que paravam do meu lado muito curiosos para ouvir causos de uma vida que só existe quando guiada pelo Espírito.
Fato é que, geralmente, eliminamos toda noção de adrenalina de nossa vivência cristã no dia-a-dia. Até a dimensão da perseguição ao cristão (Mt 5.10 a 12) é abafada e seguimos preferindo criar cursos para “liderança-almofadinha”. Não estou defendendo que devemos seguir nossos impulsos joviais e nos esquecer da perseverança quando nossos dias ficam difíceis e previsíveis. Entretanto, tenho certeza de que vida com uma missão sempre será objeto de admiração, em meio a uma geração oca que não tem sentido em seu viver.
Mas como viveremos tudo isso? Tudo acontecerá naturalmente quando entendermos e vivermos a natureza da missão e do reino de Cristo. A ousadia para evangelizar, a disponibilidade para servir, a bondade da hospitalidade, a fome e sede de justiça social de mãos dadas com a doçura do amor; viver tudo isso em um sistema egoísta, humanista, materialista e anti-Deus será, com certeza, a maior das aventuras. Portanto, arregacemos as mangas e nos deixemos encher pelo Espírito a fim de manifestar o doce aroma de Cristo, que subverte a lógica dos nossos dias.
• Matheus Loures, 27 anos, é formado em Comunicação Social (UFMG 2009) e casado com Chrys. Desde 2010, e missionário da Igreja Caverna de Adulão e pastor da Comunidade Seiva em Alto Paraíso, a esotérica cidade do interior de Goiás. 

Escreve para o blog maloures.wordpress.com.


Família é presente de Deus! É o santuário da vida!


Família é presente de Deus! É o santuário da vida! É uma fonte inesgotável para o mundo porque gera virtudes humanas, cristãs, sociais.






Obs: material fornecido pela LPC comunicações ( site : lpc.org.br)

SOBRE SER SÓ





Postado por ultimatojovem em Altas devocionais
Por Fabrícia Soares

“Eis que vem a hora e já é chegada, em que sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só”. Jo 16.36
Estar só pode ser um estado apreciado por muitos, mas em alguns momentos do dia ou da vida ser só não é muito satisfatório.  Ser ou estar, a meu ver, parece dois estados voluntários e involuntários. Às vezes queremos estar sozinhos e outras não suportamos a ideia de sermos sós.
Entendo o fato de querer estar só. Todos nós precisamos de um tempo nosso para pensar, para arrumar o que está fora do lugar e para não fazer nada, apenas olhar o tempo passar. E é incrível como aproveitamos muito bem o nosso tempo quando queremos fazer ou não fazer alguma coisa; um exemplo claro é que aproveitamos mais um livro quando estamos sozinhos; que a caminhada é mais produtiva quando não há ninguém ao lado para conversar; que você percebe o que o compositor quis dizer em certas estrofes da canção sem que ninguém esteja do seu lado cantando. Você arruma a casa com mais satisfação quando não tem ninguém para ficar pisando no seu chão que acabou de limpar; que ficar na internet é bem melhor quando não tem ninguém atrás de você perguntando “o que é isso, o que é aquilo” (não sei porque, mas me identifico muito com esse trecho). Vai perceber que assistir televisão é extremamente reconfortante quando não há ninguém sugerindo um canal e que o sofá está totalmente a sua disposição. Você vai entender isso quando estiver num momento de tranquilidade sozinho e de repente alguém toca a campainha. Aí você se pergunta: “quem será?”. Optar por estar só, na grande maioria das vezes, te fará muito bem.
Se por um lado, estar só pode nos beneficiar, por outro, ser só pode nos amedrontar. Quem nunca, pelo menos por um instante, não se imaginou sozinho? O ser só amedronta muitos de nós. Não ter alguém para conversar por um dia pode ser normal, mas não ter a presença de alguém em nossas vidas por muito tempo é, de certa forma, angustiante.
Há dias que o sentimento da solidão está mais aflorado em nós, principalmente quando percebemos que algumas situações naturais da vida nos levam a estar só. Ser só nos entristece e nos desanima; ser só é tirar a opção de estar só; é não ter com quem sair; é não ter com quem conversar; é não ter alguém a quem visitar.
A presença física do outro muda a vida de qualquer um. Por isso entendemos porque não é bom viver só; e que “é melhor serem dois do que um”. Mas essas pessoas não estarão sempre conosco. As escolhas e até mesmo o curso da vida vai levar-nos para caminhos diferentes. Algumas delas terão outras prioridades que não tinham antes. Assim como nós, terão responsabilidades que não tinham antes.
Ninguém ficará ao nosso lado por uma obrigação por que ocupa uma posição afetiva ou fraternal em nossas vidas. Quem sabe não é chegada a hora de todos serem dispersos, cada um para a sua casa? Cada um para o seu futuro? Cada um para seus projetos? Cada um para as suas vidas? Nós também nos ausentaremos da vida de algumas pessoas. Nós também seremos dispersos para as nossas casas e para as nossas vidas. E quando esses momentos chegarem à vida de cada um, certamente nos sentiremos sós, mas não estaremos. O Pai estará conosco.



O nosso estado de solidão não deve ser maior que a certeza da companhia de Deus em nossos dias. Nunca saberemos sobre o tempo e estações que virão até nós. A única certeza que temos sobre o amanhã é que Ele estará lá.
Ajuda-nos, Jesus!


As aparências enganam - Parte 1



Lembrar-se de que aos olhos do Senhor somos todos irmãos e que Ele nos ensina a amarmos uns aos outros pode ser uma boa maneira de começar a evitar julgamentos.


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BOLETIM INFORMATIVO - ANO 77 - Nº 014