segunda-feira, 30 de maio de 2016

A VERDADEIRA CRISE - IGREJA PRESBITERIANA DE ITAPEMA - 29/05/2016






Video da Pregação dada pelo Missionario . Thiago William  , na Igreja Presbiteriana de Itapema em 29/05/2016




CVV — Centro de Valorização da Vida

SUICÍDIO
O suicídio é considerado pelo Ministério da Saúde como um problema de saúde pública, tirando a vida de uma pessoa por hora no Brasil, mesmo período no qual outras três tentaram se matar sem sucesso.

Trata-se de um problema que se pode prevenir na grande maioria das vezes e esse é um dos maiores esforços do CVV. O estudo e a discussão do tema suicídio é uma das formas mais eficientes de se promover a prevenção, pois esta só é possível quando a população, os profissionais da saúde, os jornalistas e governantes têm informações suficientes para conduzir as medidas adequadas e ao seu alcance nessa frente.

O CVV — Centro de Valorização da Vida, fundado em São Paulo em 1962, é uma associação civil sem fins lucrativos, filantrópica, reconhecida como de Utilidade Pública Federal em 1973. Presta serviço voluntário e gratuito de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo.

Realizamos mais de um milhão de atendimentos anuais por aproximadamente 2.000 voluntários em 18 estados mais o Distrito Federal. Esses contatos são feitos pelo telefone 141 (24 horas), pessoalmente (nos 72 postos de atendimento) ou pelo site www.cvv.org.br via chat, VoIP (Skype) e e-mail.

É associado ao Befrienders Worldwide, entidade que congrega as instituições congêneres de todo o mundo e participou da força tarefa que elaborou a Política Nacional de Prevenção do Suicídio do Ministério da Saúde.

Em setembro de 2015 iniciamos o atendimento pelo telefone 188, primeiro número sem custo de ligação para prevenção do suicídio que, neste primeiro momento só funciona no estado do Rio Grande do Sul, onde o 188 é operado pelo CVV em fase de teste para ampliação a todo território nacional.

O CVV desenvolve outras atividades relacionadas a apoio emocional além do atendimento, com ações abertas à comunidade que estimulam o autoconhecimento e melhor convivência em grupo e consigo mesmo em todo o Brasil. A instituição também mantém o Hospital Francisca Julia que atende pessoas com transtornos mentais e dependência química em São José dos Campos-SP.

O CVV assumiu como tarefa, desde a sua criação, estimular essa discussão, ação esta que passou a merecer mais empenho nesses últimos anos.

Reunimos aqui textos, estudos e discussões a respeito do tema. Queremos a sua colaboração, seja você um pesquisador, profissional da saúde, educador, pessoa impactada diretamente pelo problema ou, simplesmente, um interessado pela vida humana.



Baixe alguns arquivos interessantes sobre o assunto:

Suicídio informado para prevenir ABP 2014

Falando Abertamente sobre Suicídio (folheto voltado para jovens e adolescentes elaborado pelo CVV).

Comportamento suicida: conhecer para prevenir (cartilha para profissionais da imprensa elaborada pela ABP - Associação Brasileira de Psiquiatria).

Prevenção do Suicídio: Manual dirigido a profissionais das equipes de saúde mental (elaborada pelo Mistério da Saúde e OPAS - Organização Pan-Americana da Saúde).

QUERO CONVERSAR
Mesmo que você não tem certeza de que precisa de nossa ajuda, não tenha receios em entrar em contato com a gente. Um de nossos voluntários estará à sua disposição.

Escolha a opção mais adequada para você conversar com a gente:



SEJA VOLUNTÁRIO

O voluntário do CVV doa seu tempo, sua atenção, para quem precisa conversar sobre todos os assuntos e não tem conseguido fazer isto com as pessoas próximas.

Se você tem mais de 18 anos de idade, pelo menos quatro horas disponíveis por semana e vontade de ajudar pessoas, você pode ser um plantonista do Programa de Apoio Emocional do CVV. Para isto você precisa participar de um curso gratuito de preparação de voluntários em uma de nossas sedes. As principais frentes de atuação do plantonista são o atendimento por telefone, Skype e o chat. Para se cadastrar e participar gratuitamente do curso, clique aqui e faça sua inscrição.

Veja os próximos Cursos Para Novos Voluntários (Agenda de Cursos)

Também é possível ser um voluntário-especialista, nos auxiliando com seus conhecimentos e recursos próprios, como, por exemplo, na divulgação, captação de recursos ou tecnologias. Nesse caso, pedimos que entre em contato pelo e-mail central@cvv.org.br.







Posto CVV em Itapema
Rua 622, nº 63 Tabuleiro
Telefone (47) 3368 4111 ou 141





segunda-feira, 23 de maio de 2016

Neurocirurgião fala sobre efeitos da oração e comprova benefícios: "A fé a ciência estão dialogando"



Que a oração tem efeitos sobrenaturais e surpreendentes já não é mais segredo para quem caminha com fé. Porém um vídeo no qual o neurologista apresenta recentes descobertas científicas sobre os efeitos da oração ganhou efeito viral nos últimos dias, compartilhado nas mídias sociais.
No vídeo que tem que já soma dezenas de milhares de visualizações nos mais diversos perfis do Facebook, o neurocirurgião Fernando Gomes fala durante sua participação no programa 'Encontro' - apresentado por Fátima Bernardes - sobre estudos que comprovaram o efeito positivo da oração e da fé na vida das pessoas.
"A fé a ciência estão conversando. Está diferente. Trabalhos neurocientíficos mostrando como trabalha o cérebro durante a oração já mostraram que algumas áreas como o lobo frontal, que está relacionado com a concentração e a atenção e a parte emocional do cérebro - o sistema límbico - ficam mais funcionantes durante a oração", disse.
Dr. Fernando também destacou o efeito positivo da oração em diversas situações, como por exemplo, no caso de pessoas que contaram com as orações de amigos, parentes ou até mesmo desconhecidos.
"Certas coisas a ciência não consegue explicar, mas a gente percebe o que acontece. Por exemplo, há trabalhos científicos feitos em UTI, mostrando que pessoas que 'receberam orações', comparadas com um grupo que não recebeu orações, tinham menos complicações", afirmou.


A PALAVRA GUARDADA

Salmo 119.11 - “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti”. Um grande problema do mundo atual é celeiros. Não há onde colocar a produção, pois os silos estão lotados. Não há mais onde colocar o lixo, pois produzimos uma quantidade enorme e o meio ambiente já está todo contaminado. Não há onde guardar as coisas boas e nem as coisas ruins. Assim acontece com a nossa mente. Não há mais espaço para aquilo que realmente nos interessa. Estamos estressados, cansados e ocupados demais para parar e ouvir a voz de Deus. Filmes, revistas, internet e tantas outras fontes de informação já ocupam todo o espaço da mente da população. Onde colocar mais alguma coisa? O salmista disse que quer fazer do seu coração um depósito útil, para algo realmente útil, para obter algo que realmente fará diferença em sua vida. Ele, assim como nós, devemos oferecer nosso coração como um útil depósito para tudo aquilo que venha de Deus e seja útil para nosso crescimento espiritual.
CONSAGRE O TEU CORAÇÃO A DEUS COMO UM BOM DEPÓSITO
Em primeiro lugar veremos que O CORAÇÃO É MELHOR DEPÓSITO PARA GUARDAR ALGO REALMENTE IMPORTANTE. O salmista disse: “GUARDO NO CORAÇÃO”. Quando estão apaixonados os namorados desenham nas árvores os seus nomes dentro de corações, pois assim querem dizer que seu amor está guardado no lugar mais importante que possuem. Alguns depósitos podem se tornar inseguros para aquilo que é guardado nele. A geladeira, tão útil para guardar alimentos perecíveis, pode se tornar inútil de a energia acabar. A despensa pode ser atacada por ratos e baratas e os alimentos podem ser contaminados ou podem ser roubados por ladrões. Quando se tem algo de valor guarda-se num cofre ou num local muito bem protegido. O coração é o melhor depósito que podemos oferecer. Ele é protegido por uma couraça de ossos e proteções internas. Quando dói logo cuidamos dele, pois se parar a gente morre. Dele procedem as fontes da vida (Pv 4.23). Ele regula o que sai de nossa boca e é ele quem, muitas vezes, nos guia em nossas decisões.
     Em segundo lugar veremos QUAL É O MELHOR OBJETO A SER GUARDADO COM SEGURANÇA - “GUARDO AS TUAS PALAVRAS”. Guardamos roupas e sapatos que não gostamos para um dia fazer uma boa ação e nos livrarmos deles. Guardamos objetos velhos e resto de obras na esperança de um dia usá-lo até descobrirmos que não teremos como usá-los, e então jogarmos fora. Guardamos, também, maus sentimentos que só nos fazem mal. E guardamos lembranças do passado que muitas vezes não nos deixam viver o presente e planejar o futuro. Japoneses são inteligentes e provam isto jogando fora aquilo que não usarão mais. Depois, quando precisam, compram um novo. O que devemos guardar? Devemos guardar o que de fato nos é útil. O salmista nos responde: “Guardo, no coração, as tuas palavras”. O que são “as tuas palavras”?  É lâmpada para os pés e luz para o caminho (Sl 119.105) É a verdade que liberta. Ela nos ilumina para discernirmos os pensamentos e os propósitos do nosso próprio coração (Hb 4.12) Se a observarmos com cuidado guardaremos puro o nosso caminho (Sl 119.9) e muito mais. Ela deve ser preservada, protegida, cumprida, obedecida, priorizada e tida por todos como o melhor alimento. Não há nada mais útil e necessário a ser guardado no coração do que a Palavra de Deus.
     Em terceiro lugar veremos O MELHOR OBJETIVO DE SE GUARDAR ALGO REALMENTE ÚTIL - “PARA NÃO PECAR CONTRA TI”. Alpinistas se expõe a temperaturas extremamente frias e por situações perigosas apenas para, no final, tirar uma foto e deixar uma bandeira congelada no cume do monte. Homens gastaram milhões para ir à lua para deixar nela rastos e uma bandeira para fazer inveja em quem não foi lá. Competidores se preparam por meses para ganhar um cheque, uma medalha e um colar de folha de louro. Vale a pena? Paulo nos fala da superioridade do objetivo do cristão: A Coroa incorruptível. O salmista disse que guardaria a Palavra de Deus no coração para não pecar contra Deus. Esse é o melhor objetivo que alguém pode ter. Guardá-la no coração fortalece na hora da tentação. O grande vilão da história dos homens é o pecado, pois é ele que nos afasta de Deus e para vencê-lo temos de usar a Palavra. Não pecar contra Deus é preservar a vida e o relacionamento com Deus. Quem peca traz conseqüências contra sua própria alma. Por causa do pecado foi necessário o Sacrifício de Cristo. É por isso que “NÃO PECAR” é o melhor objetivo que podemos ter.  


  (Rev. Silas Matos Pinto).


ÁGUA SOBRE O ALTAR




I Reis 18.22-40 – A instabilidade humana é algo espantoso. Muitos desejam ver grandes obras de Deus esperando que estas visões lhes fortaleçam a fé, mas a coisa não é bem assim. Nossa fé não é firmada naquilo que vimos, mas naquilo que cremos, mesmo que nossos olhos, nem nossos sentidos tenham tido esta experiência. As obras de Deus sempre visaram Sua glorificação. Deus disse a Moisés que faria grandes obras no Egito para que o mundo O conhecesse e soubesse que ele é o único Deus. Todas as obras feitas no Egito, a abertura do Mar Vermelho, o sustento do povo por 40 anos, a abertura do rio Jordão, serviram para infundir, nos povos, temor, pois sabiam que Israel tinha um Deus que pelejava por ele. No entanto, o povo em si se mostrou falho, pois, mesmo com tantas manifestações do poder de Deus o povo sempre desviava dEle. Vê-se isto quando Moisés subiu ao monte e demorou a voltar e eles fizeram para si um bezerro e disseram que aquele era o deus que os havia tirado do Egito. Elias, neste texto, enfrenta a fragilidade do povo e sua tendência idólatra, pois estavam em dúvida a quem deviam servir, se a Deus ou a Baal. Assim como eles, continuamos tendo uma tendência de criar ídolos para nós, por isto, neste estudo, trataremos sobre o dever que temos de ANULAR TODA E QUALQUER CHANCE DA IDOLATRIA SE INSTALAR EM NOSSAS VIDAS.
   Neste texto Elias jogou três baldes de água sobre o altar e do mesmo modo temos de agir. Veremos que para isto é necessário que APAGUEMOS DE NÓS A MANIA HUMANA DE CRIAR ÍDOLOS. Olhamos com desdém os 450 profetas de Baal ao ver como foram ridículos em seu culto e acabaram cansados, feridos, desamparados, envergonhados e desmoralizados. No entanto, se não queremos acabar como eles, devemos prestar mais atenção neles. Assim como nós, eles também eram homens religiosos, zelosos e devotados. Por que Elias molhou 3 vezes o altar? Porque os profetas clamaram por horas e ele orou por apenas cerca de 20 segundos. O povo poderia ficar em dúvida sobre a origem do fogo. Simbolicamente, Elias jogou baldes de água na idolatria do povo. O primeiro balde de água serviu para apagar a confiança em Baal. Somos de um país idólatra e corremos o risco, de alguma forma, expressar algum tipo de idolatria. O ídolo foi criado pelos homens para poder ver Deus. É mais fácil orar quando se vê o objeto da adoração. No entanto, Deus não aceita e nunca aceitou imagens, pois as imagens limitam o Seu poder e coloca em dúvida a Sua Palavra.  Ele diz que nos ouve, mas o idólatra só crê se ver o ídolo. Deus está em toda parte, mas o idólatra só ora diante do oratório. O ídolo passou a substituir Deus e a vela substitui o adorador, para completar a adoração falsa que prestam a Deus. Não é somente entre os idólatras que há falsos deuses; entre nós também há! Muitos, literalmente, adoram a placa da sua igreja, pregadores, escritores e cantores evangélicos, "seu" ministério, prestígio pessoal, etc. São extremamente devotados aos seus "ídolos": Viajam para assisti-los, desmarcam compromissos e até matam serviço. A exemplo dos profetas de Baal, estes não terão um final feliz. A boa palavra não vem do pregador famoso, vem de Deus. A cura não vem daquela pessoa consagrada, vem de Deus. Você não será edificado pelo grupo musical, mas pelo E. Santo. É preciso apagar a mania humana de criar e cultivar ídolos.
   Veja que também é nescessário que se APAGUE A VALORIZAÇÃO DADA AOS RITUAIS. O que são rituais religiosos? São a preparação para o encontro do adorador com o ser adorado. Os 450 profetas fizeram seu ritual na certeza de que, por causa dele, seriam ouvidos. Invocavam, manquejavam, se movimentavam ao redor do altar, clamavam em alta voz e se retalhavam, arrancando sangue de si. Nós também temos nossos rituais e são importantes para nossa preparação. Levítico está cheio de rituais dados por Deus. O ritual serve para preparar o adorador e não do Ser adorado. No nosso culto, antes de Deus falar conosco na pregação de Sua Palavra, temos o período de adoração, contrição, louvor e só depois é que passamos para a edificação, quando nossos corações já foram preparados para esse importante e central momento do culto. Nossos rituais não são determinantes para a ação divina. Jesus não usou, nem ensinou nenhum ritual para curar alguém. Os rituais a Baal eram grandiosos, bem elaborados e impressionantes. Neste, por exemplo, além dos 450 profetas, havia mais 400 profetas do poste ídolo. Ainda vimos sinais desta importância dada aos rituais quando pastores propagam a presença dos “300 homens de Deus ungidos”, por exemplo, como se a presença deles fizesse alguma diferença para a ação de Deus. No ritual a Baal tinha tudo o que o povo gostava e o povo, admirado, se envolvia no ritual. É incrível e até vergonhoso admitir, mas de uns tempos para cá vem crescendo no meio evangélico uma inexplicável confiança em rituais. A oração, que não tem forma definida para ser ouvida por Deus e sim, o que conta é o coração contrito, tem sido valorizada somente se for cheia de barulho, mãos erguidas ou se estiverem todos de joelho. Ainda usam dança do espírito e desmaios. Parece que aquele culto simples, que funcionou por séculos, não satisfaz mais. Crentes "modernos" desejam "shows" com dança, teatros, véus, luzes, pirotecnia. Os irmãos que gostavam de cantar na igreja deixaram de o fazer, pois não faziam shows, só louvavam a Deus e por medo da crítica, deixaram de louvar. Muitos crentes andam a caça de "Culto Disso", "Quebra Aquilo", "Cura Aquilo-Outro", "Corrente do Não-Sei-O-Quê", "Rede Sei-Lá-Das-Quantas", terapias, simpatias, gritarias, porcarias, etc. E com tudo isto o povo de Deus continua fraco, doente e morrendo, por quê? Porque não confia mais em Deus, e sim em rituais. O uso de óleo no culto, por exemplo, não teria problema se os crentes não dependessem dele para crer na ação de Deus. Facilmente fazem do óleo um ritual necessário e até um ídolo, que sem ele Deus não age. De qual ritual você depende para sentir que Deus está contigo e agirá em ti? Deus não precisa de ritual para agir, somente você é que precisa dele para se preparar.
   Vejamos também que devemos APAGAR O VALOR DADO AOS ESFORÇOS PESSOAIS. Gostamos de ter méritos pessoais. Eles dão certa tranqüilidade para negociarmos. A autoflagelação dos profetas visava atrair a atenção e o favor de Baal. Muitos crentes acreditam que se ficarem sem comer ou fizer penitências Deus os ouvirá por isso. É verdade que devemos nos esforçar para fazer o melhor para Jesus, mas isso não significa que devemos tentar arrancar a benção à força. Deus nos ouve porque nos ama, porque nos convida para um relacionamento pessoal e verdadeiro com Ele, e não porque merecemos coisa alguma. Não merecemos nada pelo que fazemos, pois tudo que fazemos é nossa obrigação. Portanto, apague qualquer resquício de idolatria de tua vida e que Deus te abençoe!

(Pr. Franco e Rev. Silas)
-


VII Encontro de Educação Cristã tem data confirmada para 11 de junho , na Igreja Presbiteriana de Itapema



O Encontro de Educação Cristã é um evento promovido pela Secretaria Sinodal de Educação Cristã (SSEC/SIC) e, neste ano, está em sua sétima edição. Teve início no ano de 2010, em parceria com o Conselho de Educação Cristã e Publicações da Igreja Presbiteriana do Brasil. Contou, na ocasião, com o apoio da Editora Cultura Cristã, que patrocinou a vinda de alguns preletores.

Ao longo desses anos, a SSEC/SIC sempre tem tido a preocupação de trazer preletores de renome na IPB e que possam trazer ensino que edifiquem e que promovam o crescimento espiritual e conhecimento dos membros das Igrejas Presbiterianas no âmbito do SIC. Já estiveram conosco nomes como Rev. Mauro Meister, Rev. Cláudio Marra, Presb. Solano Portela, Rev. Augustus Nicodemus, Rev. Carlos Eduardo Aranha, Rev. José Roberto, Presb. Alexandre Almeida, Rev. Wilson Amaral, Rev. Sérgio Lima, Profª Márcia Barbutti, entre outros não menos importantes. Neste período, o Presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil já esteve por diversas ocasiões, tendo esse evento já constando em sua agenda anual de visitas.
na 
Não será diferente em 2016. Neste ano contaremos, além da presença do Rev. Roberto Brasileiro, com outros nomes que, da mesma forma, trarão edificação e conhecimento aos participantes. Estarão conosco o Rev. Robinson Grangeiro e a Profª Roberta Fonseca. Você poderá conhecê-los melhor vendo seu currículo na página dos preletores e, melhor ainda, participando do evento deste ano.

A Comissão Executiva do SIC alterou a data do VII Encontro de Educação Cristã do SIC em função da dificuldade de ter a presença do Rev. Roberto Brasileiro, presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil. Um compromisso inadiável na cidade de Cascavel (PR) estava impedindo sua presença e, em consequência, a CE/SIC decidiu prorrogar o encontro.
Assim, o VII Encontro de Educação Cristã acontecerá no dia 11 de junho, na Igreja Presbiteriana de Itapema, e contará também com a presença do Rev. Robinson Grangeiro Monteiro, pastor da Igreja Presbiteriana de Tambaú, João Pessoa (PB) e da Profª Roberta Leonardo Fonseca, membro da equipe Mãos e Coração, da Secretaria Geral do Trabalho da Infância da IPB.
Mais informações sobre os preletores, programação e inscrição, você pode acessar a página do evento clicando aqui ou diretamente do seu browser, digitando www.sicipb.org.br/educacaocrista







quinta-feira, 19 de maio de 2016

APROVADO!



2 Tm 2.14-26, ênfase no v.15 – “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. No fim das contas tudo o que se espera é que seja aprovado. Ninguém faz um curso, com vários gastos e investimento de tempo para, no final, ser reprovado. O alvo é sempre a aprovação. No relacionamento do lar também é assim. Filhos fazem peripécias querendo ser aprovados pelos pais. Esposas dão duro nas tarefas do lar para serem aprovadas pelo marido e pelos que visitam sua casa. Todos querem ser aprovados e esta também era a preocupação de Paulo. No texto temos as últimas palavras de Paulo antes de seu martírio. Neste texto ele deu, talvez, o mais importante conselho para o seu filho na fé: Seja um servo aprovado. O aprovado não necessita de comparações entre o melhor ou pior, apenas basta saber se foi aprovado ou reprovado. O texto mostra que é muito importante ser aprovado no que se é (apresenta-te aprovado). Naquilo que faz (Como obreiro que não tem de que se envergonhar) e, também, naquilo que sabe (que maneja bem a palavra da verdade). Tendo isto em mente serás um obreiro, um servo ou um crente aprovado.
     No texto veremos AS QUALIDADES DO SERVO APROVADO. Procure ter estas qualidades para que sejas tu também um servo aprovado pelo Senhor.     Vejamos que O SERVO APROVADO POSSUI COERÊNCIA VERBAL (v. 16-21) “Evita falatórios inúteis e profanos...” Verbo é palavra. É o que se diz. É o que sai da boca. O que dizemos traz à luz o que está em nosso coração. Sendo assim, o que dizemos deve ser o mesmo que vivemos e nossa palavra não pode ser contraditada por aquilo que fazemos. É necessário haver coerência verbal entre o que se diz e o que se faz.
     O que faz um grande orador? Sua ousadia, intrepidez, coerência e sagacidade. Ninguém se torna um grande orador falando errado, propagando contradições. Exige-se coerência entre o que se diz e o que se faz. Os fariseus se tornaram exemplos de incoerência verbal e servos reprovados. A seu respeito Jesus disse: “Façam o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem”. Aprendemos na Palavra de Deus que “O perfeito varão não tropeça no falar” e é “Bem aventurado quem não se reprova no que aprova”. Na busca por essa coerência o servo aprovado evita: “Falatório inúteis e profanos”. Ele não joga conversa fora. Preocupa-se em que só saia de sua boca o que for útil para crescimento espiritual. Resultado da incoerência verbal é “Passar à impiedades maiores”. As más conversações são degradantes e corrompem os bons costumes, por isso elas “Pervertem a fé de alguns”. O servo aprovado tem como base de sua oratória este fundamento: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” e “Aparte-se da injustiça quem professa o seu nome”. A utilidade do servo aprovado depende da sua coerência. Ela definirá se será utensílio de honra ou de desonra. Tenha cuidado na coerência entre o que você diz e o que você faz.
     O servo aprovado EXERCITA A VIGILÂNCIA MORAL – (v. 22) – “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. A degradação moral é cada vez maior. Princípios cristãos estão perdendo valor e não há muitos defensores. A permissividade chegou às casas de cristãos. Deixaram de protestar. Acolhem o erro e por isso tornam-se cúmplices. Sei de pais crentes que davam camisinhas para seus filhos e hoje estão todos afastados do Senhor. Mães, que após seus filhos engravidarem moças, esconderam o pecado e não permitiram que seus filhos se casassem. Estão fora também. O pecado tornou-se aceitável ou, no mínimo, tolerável. Deus não o tolera. Saiba que, assim como ninguém manipula carvão sem se sujar, também não se aproximará do pecado sem participar dele. Antes se expulsavam e apedrejavam os pecadores. Hoje acolhem e dão honra. Acolher pecadores sem tratá-los é tornar-se cúmplice de seus pecados. O servo aprovado não cuida só da vida alheia. Cuida da sua própria. Ele vigia como está o estado da sua própria moral. Como o vêem. Ele “Foge” das paixões da mocidade. Ele sabe que os arroubos da juventude não acabam bem. Ele “Segue” a justiça, a fé, o amor e a paz. Ele não somente se afasta do mal, mas apega-se ao bom caminho. E, além disso, ele se preocupa com suas companhias: Anda “com os que de coração puro invocam o Senhor”. Más companhias é um problema que deve ser evitado. Ditados como: “Diga-me com quem andas e direi quem és”. e “Quem anda com porcos, com eles come lavagem” são alertas para o servo que quer ser aprovado. O Salmo primeiro diz que é bem aventurado quem cuida das suas companhias. Vigia tua moral. Satanás usará tuas falhas contra ti.
     O servo aprovado POSSUI PERSEVERANÇA ESPIRITUAL – (v. 23-26) “Repele questões insensatas...”. A caminhada começa com o primeiro passo, mas muitos não chegam ao fim da jornada. Desistem de cursos e de profissão, de marido e de esposa e até desistem da fé. Falta-lhes perseverança. O perseverante não troca o bom caminho pela incerteza. Ele: “Repele questões insensatas / Engendram contendas”. Contendas geram amargura e desestimula a caminhada cristã. Hebreus nos ensina a tomar cuidado com a “Raiz de amargura”. Troncos são notados com facilidade, mas raiz não. Não guarde maus sentimentos no coração. Lance-os fora. Um sábio disse: “Guardar rancor no coração é o mesmo que tomar pequenas doses de veneno esperando que o outro morra”. Quem morre é você. v. 24, diz que o aprovado “Não é contencioso. É brando para com todos”. Ele procura ser apto a instruir e paciente. Ele não se associa aos réprobos. Ele os disciplina e os incomoda. Se empenha na busca do seu “Arrependimento” e “Retorno à sensatez”. Não se contamina com o mau humor dos irmãos, mas procura “livrá-los dos laços do Diabo”. O servo aprovado possui Coerência verbal / Vigilância moral e Perseverança Espiritual. Você já ouviu: “Sou brasileiro e não desisto nunca!” Então diga: “Sou cristão e não volto atrás. Farei todo o possível para ser aprovado”.             (Rev. Silas Matos Pinto).


ARMADURA DE DEUS



Efésios 6.10-20 – Um soldado romano, vestido para a guerra, era um ser quase invisível.
Temos que levar em conta a sua preparação, pois os soldados passam muito tempo
treinando cada um dos seus passos, até a exaustão. Tinha também a fidelidade ao seu
líder maior, e também, ao soldado irmão. Um soldado romano nunca abandonava seu
companheiro, mesmo que para isto tivesse que morrer, e também, nunca se rebelava
contra seu líder, pelo contrário, cumpria todas as suas ordens e se dispunha até a morrer
por ele. Somado a esta dedicação e fidelidade vinha a armadura que usava. Todo o corpo
do soldado romano estava protegido: sua cabeça era protegida por um capacete super
resistente que o protegia dos mais duros impactos; seu peito era protegido por uma couraça
feita de couro e metais trançados que impedia que fosse alvejado por flechas ou atingido
por uma lança. Ela impedia, como um colete à prova de balas, que as lanças penetrassem
no seu peito; além dessa couraça (colete) à prova de flechas, o soldado ainda usava um
escudo grande e resistente. Ele protegia todo o corpo de ataques frontais. Em caso de
ataques mais acirrados, os soldados se juntavam em um círculo e com os escudos faziam
uma proteção frontal e sobre suas cabeças. E assim todos estavam protegidos; seus pés
estavam protegidos por um calçado especial, que ao mesmo tempo era confortável, para
dar-lhes condições de fazer longas caminhadas e correr atrás do inimigo, e ao mesmo tempo
proteger os pés de flechas lançadas pelos adversários; mas, além de todo esse aparato de
defesa, ainda empunhavam uma espada afiada, que sendo usada por soldados treinados,
era o terror dos inimigos. Usando estas armas de defesa e ataque, quando um soldado
romano partia para uma batalha, não tinham dúvida que voltaria para casa com a vitória.
Paulo conhecia este aparato de guerra dos romanos e sabia que os servos de Deus
também precisavam dele. Todos enfrentariam inimigos, dirigidos por forças espirituais das
trevas, e se estivessem despreparados poderiam não resistir ou fraquejar. Então, Paulo
ensina-nos a nos revestirmos da armadura de Deus, que se compõe de: Capacete da
salvação, que nos protege de nos iludirmos com as coisas mundanas e nos dirige para um
encontro com Deus, em santidade; A couraça da verdade e justiça, que protege nosso
coração para agirmos como fiéis servos de Deus; O escudo da fé, que nos protege e não
nos deixa vacilar diante das crises e dificuldades, dando-nos a certeza da ação de Deus em
nosso favor e de recebermos o que Ele nos prometeu; Calçados com a preparação do
Evangelho, que nos faz ministros de Deus e transmissores da mensagem da verdadeira
salvação e não de falsas e enganadoras mensagens, que iludem os desavisados e não
os afastam dos perigos; e, A espada do Espírito, que é a arma de ataque, com a qual
derrotamos o nosso maior adversário. Todos os crentes devem se revestir desta armadura.
Paulo usa três verbos importantes para sua mensagem: Resistir, Vencer e
Permanecer. Vamos analisá-los:
RESISTIR NO DIA MAU. Não somos assim tão resistentes como gostaríamos.
Mostramos-nos fortes, mas diante da dor e da perda, fraquejamos e nos
desmanchamos em lágrimas. Salomão pediu a Deus estabilidade financeira, pois
seu medo era se tornar pobre e vir a roubar ou ficar rico e se esquecer de Deus.
Para ele, tanto a riqueza, quanto a pobreza seria um dia mau, pois poderia colocar
em risco a sua fidelidade a Deus. Muitos são os exemplos de dias maus e nenhum
deles é agradável. Tragédias familiares, acidentes, assaltos, perdas, enfermidades,
perseguições, tristezas, depressões são a causa de muitos se afastarem de Deus.
Nestes dias maus não resistem por estarem desprotegidos. É por isso que Paulo
induz a nos revestirmos da armadura de Deus para resistirmos nestes dias maus.
VENCER TUDO. Assim como o soldado romano enfrentava seus inimigos
com a certeza da vitória, Paulo afirma que revestidos da armadura de Deus
enfrentaremos o dia mau e venceremos tudo. A armadura de Deus nos dá
a certeza da vitória. Ninguém gosta de perder e muitos perdem por estarem
desprotegidos. Lembremo-nos que nosso Senhor vence os inimigos, por maior que
sejam, com apenas uma palavra de Sua boca. Estando com Ele e protegidos pela
armadura que ele nos oferece, podemos ter a certeza da vitória.
PERMANECER INABALÁVEIS. A Rocha é usada com frequência na Bíblia
para representar a Cristo. A rocha é dura e firme. Por suas propriedades ela é
usada nas edificações para que possam suportar as adversidades e não cair
com os abalos cotidianos. Firmados em Cristo, nossa Rocha, e revestidos da
armadura de Deus, permaneceremos inabaláveis, mesmo sob os piores ataques
de nossos inimigos. Os romanos não davam passos para trás. Eles só iam para
frente. Às vezes, como descrevi, eles tinham que se agrupar para se protegerem
das flechas, mas permaneciam firmes, e assim que o ataque passava, retomavam
suas posições e partiam para novos ataques. O uso da sua armadura era o que
lhes dava a certeza de que venceriam e que não teriam necessidade de abandonar
o campo de batalha, fugindo. Do mesmo modo não teremos razão para fugir.
Podemos fincar os pés, lutar com bravura, resistir o dia mau e ficar inabaláveis.
Paulo acrescenta à armadura outro ingrediente: ORAÇÃO. Ele nos induz a orar
sempre e suplicarmos o favor do alto. A oração é o modo de nos assegurarmos
que tudo vai dar certo. O primeiro impacto pode nos abalar, mas a oração nos
aproximará de Deus e fará com que nosso problema seja diminuído aos nossos
olhos e percamos o medo dele. Uma armadura pesada e que dava segurança a
soldados foi colocada sobre Davi e ele abriu mão dela. Era pesada demais. Ele
preferiu cingir-se da armadura de Deus e, em nome do Senhor, seguro do Seu
poder, ele enfrentou o Gigante Golias, que a seus olhos pareceu um alvo fácil de

derrotar. Seja cuidadoso nas orações e cinja-te da amadura de Deus.

  (Rev. Silas Matos Pinto).

ABISMO DO PECADO

ABISMO DO PECADO 

A história conta alguns períodos de trevas vividos pela humanidade. Um deles foi a Idade Média, quando o mundo viveu dias de perversidades. Trataremos sobre o período de trevas que Judá vivenciou. Eles viveram intensas perseguições, um exílio e muita angústia, e tudo isto por causa da ausência do Senhor, pois Deus decidira discipliná-los por seus pecados. Os capítulos estudados (Is 22.15 a 35.10) retrata este período. O contexto desta época está nas partes finais dos livros de 2 Reis e 2 Crônicas. Este período revela quanta dor o pecado pode trazer ao povo de Deus e nos leva a meditar sobre a santidade exigida de nós e nos males que o pecado nos trará se formos rebeldes contra a vontade de Deus.     Vamos nos situar. O reino do Norte (Israel) fora totalmente destruído pela Assíria. Deus também se irou contra Judá e trouxe a Babilônia para, através dela, discipliná-los. Judá ficou anos no exílio. Esse período é melhor compreendido se lermos as Lamentações de Jeremias e vivenciarmos a dor que o povo de Deus passou nesse tempo de trevas, trazidas por causa do seu pecado. O período de trevas chega ao fim quando Deus, usando o rei Ciro, manda seu povo de volta para sua terra, reconstrói os muros de Jerusalém e o templo. A partir deste tempo o povo resolve nunca mais voltar à idolatria e vive tempos de refrigério.     TEMA: O ABISMO PARA ONDE O PECADO LEVA O PECADOR.     Em primeiro lugar veremos que O PECADOR PASSA O CONTROLE DE SUA VIDA PARA O SEU INIMIGO. Pedro disse que “somos guardados pelo poder de Deus e que o Diabo não pode nos tocar”, mas disse também que “O vencido fica escravo do vencedor”. Paulo mostra claramente que fazemos parte do projeto de Deus, que fomos escolhidos, justificados, santificados e glorificados, mas diz também que o Diabo “é o príncipe deste mundo sobre os filhos da desobediência”. Não nos é permitido pecar. Apesar desta proibição Deus não nos impede de pecar. Se escolhemos pecar ele permite e nos deixa sofrer as consequências de virarmos as costas para Ele. Quando andamos em fidelidade somos totalmente protegidos por Deus, mas se caminharmos nos caminhos das trevas, então, nos faremos servos do príncipe das trevas e nos sujeitaremos a ele, apesar de esta não ser a vontade de Deus para nós. Ele pode nos libertar, e com certeza o fará, mas antes disto deixará que soframos as duras penas de preferir o pecado.     Os capítulos 22 a 24 mostram como os inimigos deles é que decidiram quem seria o rei que governaria sobre Judá. Eles destronaram reis e coroaram outros a bel prazer e até colocaram gentios sobre Judá. A falta de confiança em Deus foi um dos motivos da queda de Judá e do domínio dos estrangeiros sobre eles. Mas é bom lembrar que Deus estava controlando tudo. Quando pecamos damos o controle de nossas vidas aos nossos inimigos. Judá pecou e passou o controle de sua vida ao Faraó e depois à Babilônia. Se continuassem fiéis, Deus lhes daria segurança, mas o pecado fez deles escravos. Perderam o controle.     Em 2º lugar vejamos que DEUS NÃO ABANDONA O PECADOR QUANDO ESTÁ SOB DISCIPLINA. O pai que ama, corrige. Esta argumentação é bíblica. Deus nos corrige porque é nosso Pai. Se não lhe fôssemos filhos Ele nos abandonaria à nossa própria sorte. Mas assim como acontece conosco quando colocamos nossos filhos de castigo e o nosso coração não se aparta deles, Deus também não nos abandona, mesmo que tenhamos de ser disciplinados. O cap. 25 traz o cântico de louvor por Deus restaurar seu povo e começar o processo de devolução de Judá à sua terra. Esta é a parte final do período de trevas. Trata do retorno do castigo. Foi a época vivida por Esdras e Neemias, que reedificaram os muros, as casas e o templo, pois “haviam se tornado em um montão de pedras e a cidade forte, uma ruína” (Is 25.2). O cap. 26 revela o reconhecimento da proteção recebida durante cativeiro Babilônico. O texto compara o retorno à ressurreição, pois se sentiam como mortos na Babilônia. O Salmo 137.1 retrata a tristeza deles por estarem morando longe de sua terra: “Às margens dos rios da Babilônia nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião”. Este Salmo termina com uma imprecação, mostrando a revolta dos seus corações.      A proteção foi sentida por eles no exílio. Deus não se calou nesta época, pois lhes falou através dos profetas Ezequiel e Daniel. Também estiveram sob a direção de Daniel e seus amigos, que se tornaram líderes na Babilônia e puderam amenizar o sofrimento de Judá no exílio. Assentada no trono, como rainha, esteve Ester, que foi usada por Deus para evitar o extermínio de Judá. Deus moveu o coração do rei Ciro que financiou a reconstrução de Jerusalém. Esdras e Neemias foram usados por Deus nesta reconstrução e estavam antes dentro do palácio da Babilônia como servos do rei. Deus os colocara lá.     O capítulo 27 fala de Judá em termos de vinha. Lembra-te que Deus comparou Israel à vinha má, por ter produzido uvas bravas e por isso fora destruído? Novamente compara Judá à vinha, mas, ao contrário de antes, Deus diz que vai “vigiá-la, regá-la e cuidar dela. E que sua indignação passou. Fará que lancem raízes, brotem, floresçam e produzam frutos” (Is 27.2-4,7). Israel não teve a mesma oportunidade, pois Deus não se compadeceu dele e negou-lhe o perdão (Is 27.11), dizendo-lhe: “xô, xô” (Is 27.8), enxotando-o de sua presença. Deus não nos abandona, mesmo que estejamos sob Sua disciplina. Deus disciplinou a Judá, mas não o abandonou. Cuidou deles no exílio, curou-os da idolatria e os trouxe de volta à sua terra em segurança. Apesar da disciplina Ele continuava próximo deles.     Em 3º lugar veremos que O AMOR DE DEUS NÃO O IMPEDE DE DISCIPLINAR SEU FILHO QUANDO PECA. Muitos pensam que o amor de Deus não o fará puni-los quando pecarem. Não concebem o amor de Deus junto com Sua disciplina. Os filhos se perdem quando não são corrigidos, por isso os pais que amam corrigem e castigam seus filhos e nem por isso deixam de amá-los.     O cap. 28 fala da disciplina sobre Judá. Judá não seria destruída, mas sofreria muito. Deus amava o seu povo e lhe dera tudo, mas seus filhos pecaram. Afastaram-se dele e se entregaram às dissoluções e à idolatria. Mereciam ser punidos e Deus os puniu. Com certeza isto foi penoso a Deus, mas o seu amor não o impediu de pesar sua mão contra Judá. Jerusalém foi comparada a “Lareira de Deus”, pois nela Deus derramaria sua ira e seu furor. Deus não poupou a cidade que era o orgulho e a paixão de Judá. Nem o templo, comparado à habitação de Deus, foi poupado. Isto ocorreu por causa da hipocrisia do povo de Deus (29.9-16). Menosprezaram a onisciência de Deus ao agir perfidamente, ás escondidas, desprezando o olhar divino (v.15). Tenha certeza que Deus te ama, mas não brinque com Deus. Deus te quer numa vida reta e não permitirá que vivas em pecado. Priorize o reino de Deus e o sirva com amor e dedicação, mas saiba que se priorizardes o mundo e seus prazeres, Deus não te poupará. Ele te lançará nas trevas para que sofras a pena por seu pecado. Seu amor não o impedirá de disciplinar-nos.      Em 4º lugar veremos que QUANDO O PECADOR SE ENTREGA AO PECADO SE ALIA AOS PIORES INIMIGOS. Quando o filho se rebela contra os pais, a quem ele se junta? Não é aos piores amigos e a marginais? Quem é que se torna amigo de jovens que começam a usar drogas? São os antigos amigos da igreja? Não! São os traficantes e ladrões. Assim acontece a todos os pecadores. O pecador se junta a outros que se rebelaram contra Deus para não se sentir culpado ou ser corrigido por quem anda corretamente. Isto também aconteceu a Judá: Onde mais sofreram, não foi no Egito? Os anos passados no Egito foram de muito sofrimento e escravidão. Mas, agora que pecaram, a quem se aliaram? Aliaram-se ao Egito. Logo ele que era seu pior inimigo. Os cap. 30 e 31 revelam a reação de Deus contra a aliança entre Judá e Egito. Eles desprezaram a quem os alertava do erro (30.10,11) preferindo ouvir mentiras. O profeta lhes dizia: “Em vos converterdes e em sossegardes, está a vossa salvação; na tranqüilidade e na confiança, a vossa força, mas não o quisestes” (30.15). É o que Paulo ensina: “Prega, insta, quer seja oportuno ou não”. O profeta fiel foi honrado e quem se aliou aos inimigos foi humilhado.      Em 5º lugar veremos que QUANDO O PECADOR SE ARREPENDE E VOLTA DEUS O RECEBE E O PERDOA. O maior desejo de Deus é nos ter ao seu lado em fidelidade. Seu desejo é que voltemos. A Palavra de Deus nos diz que há festa no céu quando um pecador se arrepende. O Salmo 51 foi escrito por um pecador arrependido que voltou a sentir o gosto do cuidado divino quando se arrependeu e voltou. Os capítulos 32, 33 e 34 demonstram a misericórdia de Deus. Estes capítulos falam do gemido do povo no cativeiro e da misericórdia divina. O capítulo 35 fala de esperança do retorno. A redação é totalmente nova. Não é mais um canto triste e melancólico. É canto de alegria. O caminho santo que viveriam seria corretivo para a vida de todos os que andassem nele, e termina dizendo: “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (35.10). Deus recebeu o seu povo arrependido e deu-lhes, novamente, a dignidade de filhos. É isto que Deus fará a mim e a ti, se nos corrigirmos e corrermos para Seus braços. Ele nos receberá e nós lutaremos para não nos afastarmos mais dEle. O período de trevas em nossa vida acaba quando nos arrependemos. Viva na luz e não nas trevas. Volte-se para Ele.   

  (Rev. Silas Matos Pinto).

A CRIAÇÃO





Gn 1.1-3 / 2.1-3,4 – É muito importante conhecer a nossa origem. Gênesis revela quem somos e de onde viemos. Revela que fomos criados segundo a vontade do Deus soberano, cheio de amor e graça, que fez tudo para o nosso bem. Vamos conhecer um pouco mais sobre este texto e definir nossa origem. Sabendo quem somos, saberemos nosso destino.
Chamo tua atenção para uma divisão que há em Gn 1.1 a 2,3 e Gn 2.4-25. Alguns teólogos ensinam que depois da 1ª faze da criação (1.1-2.3) houve uma destruição da criação por Satanás, então Deus recriou tudo na 2ª faze do texto (2.4-25). Isto não procede. A 1ª etapa (1.1-2.3) revela como Deus quis que as coisas fossem. Na 2ª etapa (2.4-25) revela como Deus quis que a família fosse. No cap. 3 encontramos a descrição do como Deus não queria que as coisas se tornassem (pecado, rebeldia, dor e sofrimentos).
No princípio...” - Antes da criação não havia contagem do tempo como conhecemos, com noites e dias. Ao criar o cosmos Deus deu início ao tempo e definiu como deveria ser os dias, semanas e meses. Antes, Deus vivia num tempo eterno, como viveremos ao nos encontrar com Ele nos céus e, também, viverão aqueles que forem lançados no inferno.
Criou Deus...” - Esta afirmação revela que Deus é o Criador de tudo o que existe. Ele criou a partir de sua ordem (Fiat), chamando a existência o que antes nunca existira (Bará). Ele não criou “a partir de...”, pois nada existia antes de sua ordem criativa. Ele é o Criador.
“Os céus e a terra...” - Tudo o que não é terra é céu e vice-versa. Não se trata da criação da habitação de Deus, pois Ele já habitava “nos Céus” antes da criação. A afirmação do texto é que Deus é o Criador de tudo. Tudo, a não ser Ele mesmo, é criado.
“A terra, porém, estava sem forma e vazia...” – Não houve oposição satânica para este estado da criação. Apenas, neste momento da criação, a terra estava desprovida e incapacitada para receber qualquer tipo de vida. Havia uma espécie de “lamaçal” girando no espaço. A massa criada ainda não tinha forma definida. Era parte do processo criativo.
“E o Espírito de Deus pairava por sobre as águas”. Que “águas” eram estas? O Espírito de Deus pairava sobre a mistura de terra e água, o pântano ainda não separado. Sua presença revela proximidade, cuidado, providência e relacionamento com Sua criação.
O texto revela que houve etapas na criação. No 1º dia não havia como medir o tempo por não haver luzeiros, nem terra firme. Do 2º dia em diante pode-se contar dias e horas. Na 1ª etapa Deus usou o “Fiat” (comando): “Haja” e através da Palavra fez surgir os luzeiros (luz) e o firmamento. Na 2ª etapa Deus criou através da separação dos elementos: Céu / Terra seca / Mares. Na 3ª etapa Ele criou a partir dos elementos criados: Produza a terra relva, ervas, árvores frutíferas”. “Produza a terra seres viventes e as águas povoem-se de seres aquáticos” - Fez Deus os animais e do pó da terra fez o homem e soprou em suas narinas o fôlego de vida”. As coisas podem ser fruto da mistura de elementos químicos, mas a vida, seja de animais ou homens, surge da ação direta de Deus, mostrando que o homem pode fazer muitos avanços, mas nunca poderá criar a vida. Seja pelo Fiat, pela separação ou pela criação através do material existente, tudo foi criado sob as ordens e controle do Criador - “Sem ele, nada do que foi feito se fez” (João 1.1).
A Criação é o reino cósmico de Deus. Ela proclama o Criador e torna o homem indesculpável, revela o cuidado pessoal de Deus com a criação, dá segurança nas tribulações e cobra obediência ao Senhor. Esta é a tua origem. Sirva ao teu Criador.   (Rev. Silas Matos Pinto).
 

11 Passos Para Estudar a Bíblia


11 Passos Para Estudar a Bíblia
William MacDonald
Se você vir um livro chamado Estudo Bíblico Facilitado, não o compre! Não existe nenhuma maneira fácil de estudar a Palavra de Deus. São necessárias disciplina e perseverança.
O estudo da Bíblia é sempre uma questão de motivação. Geralmente na vida encontramos tempo para fazer o que realmente desejamos fazer. Se virmos o valor da Palavra de Deus, sem dúvida iremos desejar estudá-la. Mas, para vermos seu valor, precisaremos olhar através dos olhos da fé. Caso contrário, um jogo de futebol ou um programa de televisão serão mais atraentes e animados. A fé nos capacita a ver o valor eterno das Escrituras em contraste com o valor transitório e olvidável do resultado de um jogo de futebol.
Outra grande ajuda para a motivação é sermos responsáveis por um grupo de estudos bíblicos que se encontra regularmente, ou por uma classe de Escola Dominical. Isto exerce pressão sobre a pessoa, fazendo-a sossegar para estudar em preparação para sua aula.
Não existe “o melhor método” para se estudar a Bíblia. O que é o melhor para um crente pode não ser para outro. O que posso fazer é sugerir um método. Ele consiste de passos que provaram ser úteis para mim.
1.Ore para que o Senhor faça de você uma pessoa ensinável por meio de seu Espírito Santo. Reconhecer nossa própria ignorância nos coloca no caminho da bênção.
2.Depois, em oração, selecione o livro da Bíblia a ser estudado. Provavelmente o Evangelho de João é o escolhido mais frequentemente. A carta de Paulo aos Romanos seria o segundo texto preferido.
3.Comece com uma porção pequena. Seu objetivo final será estudar a Bíblia inteira, e pensar em uma tarefa tão imensa poderá ser algo assustador. Mas, lembre-se que um grande trabalho é feito por muitos pequenos trabalhos. Você não consegue estudar a Bíblia inteira de uma vez, nem mesmo um livro inteiro, mas você pode estudar alguns versículos. É aí que se começa.
F. B. Meyer escreve de maneira semelhante:
É minha convicção crescente que, se os cristãos não tentassem ler tantos capítulos da Bíblia diariamente, mas estudassem cuidadosamente o que eles realmente lessem, observando as referências às margens, lendo o contexto, comparando a Escritura com a Escritura, esforçando-se para captar um ou mais pensamentos completos da mente de Deus, haveria maior riqueza na experiência deles; maiores novidades em seu interesse pelas Escrituras; mais independência dos homens e dos meios; e um aproveitamento maior da Palavra do Deus vivo. Sim, haveria uma percepção prática do que Jesus quis dizer com: “A água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14b).
4.Em um caderno escreva em forma de pergunta tudo sobre a passagem que não esteja claro. Quando as pessoas me perguntam como estudar a Bíblia, eu invariavelmente respondo: “Com um ponto de interrogação no cérebro”. Isso não significa que eu questiono a inspiração ou a infalibilidade da Palavra. Nem por um segundo! Mas eu encaro os problemas honestamente e pergunto: “O que isto significa?”
Deixe-me dar-lhe uma ilustração. Em João 13.31-32, Jesus disse:
“Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente”.
Quando você lê esta passagem pela primeira vez, ela pode lhe parecer uma ordem ambígua de palavras santas. Se você passar por cima dela como sendo algo que está além de sua capacidade, você nunca vai entender seu significado. Mas, se você parar e encarar o problema, perguntar o que a passagem significa, e buscar respostas, você finalmente irá entendê-la. Jesus estava falando em antecipação ao que aconteceria no Calvário. Ele foi glorificado ali por ter completado Seu trabalho e Deus também foi grandemente honrado pelo que Jesus fez. O “se” usado na passagem é o “se” do argumento e significa “uma vez que”. Uma vez que Deus foi glorificado pelo trabalho sacrificial do Salvador, Deus glorificará o Senhor Jesus Cristo em Si mesmo, isto é, em Sua presença. E Ele o fará imediatamente. Ele fez isso ao levantar o Salvador de entre os mortos e O assentou à Sua direita nos céus.
5.Frequentemente releia a passagem, memorize-a se for possível, até que sua mente fique saturada das palavras da Escritura. Geralmente à medida que você medita sobre a passagem, a luz surgirá e você pensará em outros versículos que esclareçam ou suplementem aquela porção.
6.Faça a leitura em tantas traduções confiáveis da Bíblia quantas forem possíveis. Mesmo paráfrases podem ser úteis para esclarecer o significado de um versículo. Abaixo seguem alguns versículos da versão [Revista e Atualizada] comparada com a paráfrase de J. B. Phillips:
Colossenses 1.28-29 (ARA):
“O qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim”.
Colossenses 1.28-29 (Phillips’s New Testament in Modern English):
“Portanto, naturalmente, nós proclamamos a Cristo! Admoestamos a cada um que encontramos, e ensinamos cada um que podemos, sobre tudo o que sabemos a respeito d’Ele, para que possamos trazer todo homem à sua maturidade total em Cristo. É nisso que estou trabalhando e lutando, com toda a força que Deus coloca em mim”.
- Colossenses 2.8 (ARA):
“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.
- Colossenses 2.8 (Phillips’s New Testament in Modern English).
“Tomem cuidado para que nenhum homem estrague a fé de vocês por meio do intelectualismo ou de bobagens. Isso é, no máximo, baseado nas ideias de homens sobre a natureza do mundo, e desconsideram a Deus”.
7.Leia tantos bons comentários sobre a Bíblia quantos puder encontrar. Seja como o pescador que pesca com rede, buscando ajuda de onde puder encontrar. Contudo, você deve tomar cuidado para não permitir que os comentários tomem o lugar da Bíblia em si. E, logicamente, você deve ler com discernimento, testando todos os ensinamentos através da Bíblia e se firmando naqueles que forem bons. Como sempre se diz, coma a laranja e deixe as sementes, ou coma o frango e deixe os ossos.
Eu sei que há alguns cristãos devotados que insistem em que devamos ler apenas a Palavra de Deus. Eles parecem se orgulhar de serem independentes de qualquer ajuda de fora, e isso aparentemente deve garantir a pureza de sua doutrina. Sempre fico preocupado com pessoas que têm essa atitude. Primeiramente, ela negligencia o fato de que Deus deu mestres à Igreja, e, como estes são dons que vêm de Deus, não deveriam ser desprezados. O ministério dos mestres pode ser oral ou escrito, mas os benefícios são os mesmos.
Da mesma forma, há tremendo valor na comunhão com outros que estudam a Palavra e em comparar as interpretações. Isso ajuda a evitar que você veja apenas um lado, ou que tenha tendências para o extremo. Isso também impedirá que você avance em visões bizarras, se não heréticas.
Jovens crentes deveriam buscar ter um mentor – uma pessoa que combine espiritualidade com o conhecimento das Escrituras. Trazer perguntas e problemas para uma pessoa como esta é uma grande ajuda no crescimento, na graça e no conhecimento.T
ome notas de explicações, ilustrações e exposições que sejam úteis. Naquele momento você pode pensar que depois vai se lembrar delas, mas há muita probabilidade de não se lembrar.
8.Discuta as perguntas e questões com outros cristãos e tente obter respostas. É maravilhoso como o Senhor fornece respostas satisfatórias como resultado de estudo diligente durante anos.
9.Continue buscando até que você consiga dar uma explicação simples e concisa da passagem à outra pessoa. Você não conseguiu realmente dominar uma passagem até que possa explicá-la com simplicidade e clareza. Explicações muito profundas e rebuscadas geralmente escondem um real fracasso em entender o que a Bíblia está falando de verdade.
10.Passe a outros aquilo que você aprendeu. Isso o ajudará a fixar o conteúdo em sua mente e deve ajudá-lo a animar os que receberem sua explicação.
11.Estude com intenção de obedecer ao que está lendo. Não se esquive do pleno ensinamento da Palavra. Lembre-se que a obediência é o órgão do conhecimento espiritual.
Nunca separe a doutrina do dever. A Bíblia não é um livro de teologia sistemática no qual as doutrinas são dadas isoladamente. Filipenses 2.6-8 é uma das grandiosas passagens sobre a Pessoa de Cristo, mas é apresentada juntamente com um pedido para que os cristãos pensem sobre os outros e não em si mesmos. É por isso que alguém disse que todo verbo na forma indicativa tem um imperativo, isto é, toda afirmação de fato está ligada a algo que devemos fazer. A doutrina sozinha pode ser fria e sem vida. Deixe para os outros a discussão sobre “quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete”; tais especulações nunca levarão à vida de piedade.

William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

SER FELIZ EM FAMÍLIA


ADÚLTERIO


ADULTÉRIO


Mt 5.27-32 - O QUE É ADULTÉRIO? O dicionário Aurélio define apenas como “Infidelidade conjugal”. Entre crentes o assunto toma dimensões mais elevadas e aí temos de perguntar: Será que adultério só é praticado por pessoas casadas? Não! Diante de Deus adultério é mais que isso. O que é adulterar? Adulterar é falsificar, contrafazer, mudar, alterar ou corromper a forma determinada por Deus para o relacionamento sexual do casal ou o uso dos órgãos sexuais, seja em relação ao homem ou a mulher. Qualquer desvio no uso do sexo é adultério e passível da pena divina. Vejamos alguns tipos de adultério: A ejaculação masculina ou o prazer sexual feminino sem a manipulação dos órgãos genitais ou sem relação sexual: É o prazer obtido por estar excitado e ficar roçando-se na roupa apertada ou em qualquer objeto. Dar atenção à mente poluída e procurar ver cenas, figuras e situações excitantes leva à sensações e ao desejo da relação sexual. A pessoa fica num estado de excitação que o mínimo de contato dos órgãos sexuais, até mesmo com o colchão, pode levá-la ao prazer. Lv 15.16 / 22.4 – “O homem, quando se der com ele emissão de sêmem, banhará todo o seu corpo em água e será imundo...”. Esse ato é adultério mesmo que não haja manipulação dos órgãos sexuais ou a participação de outra pessoa. Masturbação seja masculina ou feminina: Ela fere os princípios para os quais o sexo foi criado por Deus. Seja procriação ou comunhão do casal. Adultera-se a forma deixada por Deus para a relação sexual. A masturbação visa o prazer do indivíduo sem se importar com a satisfação do cônjuge. O sexo foi criado por Deus para procriação, união, felicidade, prazer e manutenção do estado de graça do casal. A masturbação não produz nada disso. Sexo entre solteiros: É conhecido como fornicação, porém é adultério. Ainda não são casados. Não há, sequer, um texto bíblico que permita o sexo entre pessoas não casadas, pelo contrário. Essa prática nunca foi permitida entre o povo de Deus e quando houve, foi considerada pecado e trouxe muitas consequências ruins. É o caso de Siquém, um jovem solteiro, se encontrou com Diná, filha de Jacó, e fizeram sexo sem serem casados. Esse ato trouxe desgraças, tristezas, dor e sofrimentos para toda a família. Gn 34.7 – “Siquém praticara um desatino em Israel o que se não devia fazer”. Os jovens solteiros Siquém e Diná não podiam ter se relacionado sexualmente. Em Números 25.1,7, jovens israelitas solteiros se relacionaram sexualmente com jovens cananitas e isso trouxe praga sobre todo o povo, e um jovem príncipe foi morto por causa desse pecado e Deus honrou ao Sacerdote que puniu com a morte os adúlteros. Sexo com pessoas do mesmo sexo (homossexuais): A condenação ao homossexualismo é clara na Bíblia e é tratado como “impureza, perversão e efeminados”. Apocalipse 21.8, diz que os impuros não  terão  lugar no reino dos céus, ou
seja, serão condenados ao inferno. Levítico 18.22 e 20.13 diz: “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher; é abominação”“Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável; será morto; o seu sangue cairá sobre eles”. Rm 1.26,27 “Deus os entregou a paixões infames porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural de mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição de seu erro”. A AIDS e DSTs são parte desta “merecida punição de seu erro”. Sexo entre pessoas e animais: Infelizmente este não é um tipo de adultério raro e já existia naquela época, tanto que houve a proibição em Lv 20.15,16 – “Se um homem se ajuntar com um animal, será morto; e matarás o animal. Se uma mulher se achegar a algum animal e se ajuntar com ele, matarás tanto a mulher como o animal; o seu sangue cairá sobre eles”. Sexo com mais alguém além do casal (sexo grupal ou swing): Os meios de comunicação estão incentivando as experiências sexuais grupais como algo positivo. “Os Normais” tem sido usados como cabos eleitorais dessa perversidade. Um dos meios utilizados para colocar mais alguém na relação é o uso de filmes pornográficos como forma de “esquentar” a relação. Isto é abrir a porta da intimidade do casal para outras pessoas. Um dos cônjuges pode manter relação com seu parceiro pensando na pessoa do filme ou revista que viu. Isto é adultério. Nem quando havia a poligamia Deus permitiu o sexo grupal: Lv 18.18 – “E não tomará com tua mulher outra, de sorte que lhe seja rival, descobrindo a sua nudez com ela durante sua vida”. Sexo entre uma pessoa casada com outra que não seja seu cônjuge: Esta é a forma tradicionalmente conhecida como adultério. O que Jesus disse a esse respeito? “Ouvistes o que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela”. Se você acha que exagerei nas descrições acima do que é adultério, veja agora o que o próprio Jesus disse a esse respeito – Só em pensar em ter relação sexual com alguém que não seja o seu cônjuge já é adultério. Primeiro Jesus mostrou que não adulterar é lei divina. É proibido adulterar! Então Ele acrescenta: “Acalentar no coração qualquer sentimento de incentivo ao sexo com alguém que não seja seu cônjuge é adultério já consumado”. E se a pessoa é solteira, como fica se não tem cônjuge para se satisfazer se há o desejo? Se case! Ao solteiro que tem desejos sexuais a solução é casar-se. Esse é o ensino bíblico. COMO JESUS ENSINA QUE DEVEMOS TRATAR O ADULTÉRIO? “Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. Se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno”. Como se trata uma planta doente? Adubação profunda e poda. Como se trata uma doença crônica? Com tratamento crônico. A cirurgia deve retirar todo sinal da doença. Neste caso o indicado é cortar o mal pela raiz. Nunca mais frequente ambientes propícios ao pecado, por exemplo. Se uma determinada situação pode te levar a pecar a saída deixada por Jesus é que você nunca mais se exponha a tal situação. É como a primeira olhada em alguém interessante que passa. Não é possível prever a primeira olhada, mas a segunda olhada em diante vem cheia de más intenções e projetos adúlteros. Este desejo é descrito por Jesus como adultério consumado. Controle-se e busque ser fiel a Deus. QUAL É O CASTIGO DO ADULTÉRIO? “Ser lançado no inferno”. O castigo do adultério é a morte, assim como todos os demais pecados. Rm 6.21 “O salário (ou a condenação) do pecado é a morte”. Porém, o castigo do adultério,  contrário  ao  que  muitos
pensam, não é maior que o castigo para pecados considerados de menor importância. Diante de Deus todos os pecados são atos de rebeldia contra Ele e o que conta não é o pecado em si, mas a motivação do coração rebelde para cometê-lo, seja por rebeldia à Sua lei ou por descaso para com ela. A mesma punição recai sobre a mentira, fofoca, desonestidade, o jeitinho desonesto, ao coração duro... QUAIS SÃO OS EFEITOS DO ADULTÉRIO? “Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada  comete adultério”. Deus odeia o divórcio. Israel foi duramente penalizado por Deus porque o divórcio se tornara comum entre eles. O divórcio não faz e nunca fez parte do projeto de Deus para o casamento. Ele é conseqüência do adultério, e esse é o único caso em que há a permissão para o divórcio. Jr 3.8 “Quando por ter cometido adultério, eu despedi a pérfida Israel, lhe dei carta de divórcio”. O divórcio não é aceito por Deus e é punido como o adultério, pois a pessoa que se divorcia, não sendo por causa de adultério, expõe-se a si e ao cônjuge ao adultério, pois terão novos relacionamentos “Adúlteros”. Serão adúlteros, pois só a morte do cônjuge põe fim ao casamento e casando-se nesta situação estará em adultério. Lv 20.10 – “Se um homem adulterar com mulher do seu próximo será morto o adúltero e a adúltera”. Em Israel os adúlteros eram punidos com a morte, hoje não é mais assim, mas mesmo assim não ficam sem punição. Na Igreja o adúltero perde todos os seus privilégios como cristão. Abandonando-se o pecado e retornando ao caminho santo, a punição é retirada. Ao adúltero é exigido que abandone o seu adultério e volte para o cônjuge, isto se o cônjuge ainda não se casou novamente. Dt 24.4a – “Seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a desposá-la para que seja sua mulher, depois que foi contaminado, pois é abominação perante o Senhor...”. O adúltero é impedido de casar-se novamente. 1 Co 7.10,11 – “Ora aos casados... a mulher não se separe do marido, se, porém vier a separar-se que não se case ou que se reconcilie com seu marido; e que o marido não se aparte de sua mulher”. Mt 19.9 – “Eu, porém, vos digo: quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra comete adultério e o que casar com a repudiada comete adultério”. Quem põe fim ao casamento terá de ficar solteiro, pois em vivendo seu cônjuge, se casar novamente, será adúltero (Rm 7.2,3). E quem casar com a pessoa repudiada por ter adulterado também será adúltero. Não há impedimento ao novo casamento da parte inocente, porém, ao adúltero ou adúltera não há, biblicamente falando, a possibilidade de um novo casamento. CONSEQUÊNCIAS DOS VÁRIOS TIPOS DE ADULTÉRIOS: Ejaculação ou orgasmo involuntários: Mente poluída leva ao desejo de complementos, como filmes pornôs e isto  acrescenta a lascívia e a devassidão. A pessoa não se satisfará apenas com seu cônjuge. Sempre desejará algo, ou alguém, para estimular a relação sexual do casal. Masturbação: leva à insatisfação do companheiro: a masculina leva à ejaculação precoce. A feminina leva à demora e falta de prazer com o marido. Entre solteiros: Além de ser pecado, o sexo entre solteiros pode levar à gravidez e ao aborto do feto. Tornam-se assassinos do próprio filho. A culpa e a cobrança são outros males, além de terem de se casar numa situação vexatória. Entre pessoas do mesmo sexo (homossexuais): Vergonha, preconceito, doenças e morte. Com animais: Doenças venéreas e um tipo de relacionamento nojento. Entre o casado (a) e outra pessoa: Destruição do casamento. Perda de privilégios espirituais, da convivência com filhos, financeira, ciúme dos filhos e penalidades divinas. Você que é crente tem de estar alerta nesta área, pois é uma das que mais derrubam os desavisados. Não adultere nunca!                 

(Rev. Silas Matos Pinto).