segunda-feira, 16 de maio de 2016

A BONDADE DE DEUS

"A BONDADE DE DEUS"

     II Samuel 9.1-8 – É-nos prazeroso observar o canto dos pássaros logo de manhã. Eles não têm ninguém que os impulsionem a cantar, mas mesmo assim cantam como se fizessem parte de uma grande orquestra e, como se tivessem um maestro que as regem. Sua motivação é a própria existência, pois só param de cantar quando morrem ou quando não têm mais forças para fazê-lo. Eles devem servir como exemplos vivos para nós, homens racionais, e despertar em nós o desejo por louvar a Deus com toda a força do nosso ser. A história do texto acima nos arremete a um homem aleijado. Mefibosete era filho de Jônatas e neto do rei Saul. Nascera no palácio, como príncipe, e se preparava para reinar em Israel. Mas sua história mudou. Seu avó e pai foram mortos. Na fuga pela vida a ama o deixou cair e ele ficou aleijado dos dois pés. Passou a viver escondido por medo de ser morto pelo atual rei como forma de apagar a história do rei deposto, além de se envergonhar da sua condição de aleijado. A história desse homem tem muito a ver com a história de todos os homens. Nascemos príncipes, moradores no paraíso, perdemos nossa posição especial e carregamos uma existência como aleijados espirituais e distantes do luxo e prazeres dos lugares celestiais. É por isso que vamos fazer um paralelo entre a história de Mefibosete e nós. Entre as ações misericordiosas de Deus e as ações de bondade de Davi.
     Veremos que A BONDADE DE DEUS É A RAZÃO DA NOSSA SALVAÇÃO. O próprio Davi reconheceu que: “Bondade e misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida”.
     Quais foram os ATOS DE BONDADE de Deus para conosco? Os atos de bondade de Davi para com Mefibosete formam um impressionante paralelo com os atos de bondade de Deus para conosco. O primeiro deles foi A BUSCA DO PERDIDO PECADOR. Os versos de 1 a 4 mostram que a busca por Mefibosete nascera no coração do Rei e não nos desejos do pobre homem aleijado e destituído de glória. A "Casa de Saul" era inimiga da "Casa de Davi". Todos os reis da época matavam os descendentes dos seus antecessores para evitar reivindicações futuras do trono, mas Davi contrariou os costumes de sua época. Ele, por causa do reconhecimento da bondade de Deus que experimentara, buscou seus descendentes para abençoá-los, usando de misericórdia para com eles. Sua motivação foi a bondade recebida do Senhor – Deus o havia buscado. Então ele também buscou os perdidos. De modo semelhante, nós, pecadores, também estávamos numa condição de inimigos de Deus (Rm 5.10), mas Jesus veio nos buscar e nos abençoar com Sua salvação. Jesus mesmo disse que sua missão foi buscar e salvar o perdido. Foi Jesus quem veio atrás do perseguidor de sua Igreja, Saulo. O encontrou, transformou seu coração, deu-lhe vida novamente e o transformou em um missionário. É Deus quem busca, indo atrás do pecador. Assim aconteceu com Mefibosete. Aconteceu também comigo e contigo. Deus nos buscou.      O segundo ato de Davi que faz paralelo com a ação divina é O CHAMADO DO PECADOR. David manda chamar Mefibosete à sua presença (vs 5-6). Chamar pode nos parecer apenas um grito para chamar nossa atenção, mas neste caso, ao tratar do chamado de divino, o caso é diferente. Seu chamado diz respeito a uma atração toda especial. Ele busca o pecador, que se sente perdido e sem esperanças, então o chama. Neste ato ele entra no coração despedaçado e o regenera, dando-lhe vida novamente. Deus então passa a se relacionar intimamente com este ser, dando-lhe novas perspectivas e muitas razões para viver e desfrutar a vida com alegria. Dá-lhe esperanças certas da vida porvir. Esse chamado é exclusivo para seus filhos. Ele chama pelo nome, por isso é um chamado direcionado e exclusivo. Ele não grita para voluntários responder. Ele chama a quem quer que o responda e dá-lhe ouvidos para ouvir e boca para responder a seu chamado (Mt 4.22 e 22.14 / Rm 1.6 e 8.28-30). Sua ação é completa em nós. O profeta ficou admirado de Deus o conhecer quando era ainda uma substância sem forma no ventre materno. Nesse tempo Deus já o chamara para o ministério. Davi chamou Mefibosete. Conversou com o rejeitado e o tratou de modo especial. Jesus disse: “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi”. Israel, povo escolhido por Deus para mostrar ao mundo a Sua existência e sua Salvação, não era melhor ou maior que qualquer outro povo, mas Deus o amou, o buscou e o escolheu para ser o alvo da sua graça e nele demonstrar o seu amor.
O terceiro paralelo entre a bondade de Deus e a bondade de Davi é que DEUS RESTITUI AO PECADOR À SUA GLÓRIA. No verso 7, Davi devolve a Mefibosete todos os bens que eram de seu avô e de seu pai. O colocou de volta como senhor de sua casa, tendo a seu serviço os servos que serviam a Saul. E, além disto, o fez se assentar à mesa do rei, como um dos príncipes, filhos de Davi. Isto é restituição. Muitos têm falado de modo errado sobre a restituição que Deus pode fazer. Restituir e dar de volta o que se perdeu. Eu nunca tive mansões, carros importados, fazendas e nem dinheiro, por isso não tenho como esperar este tipo de restituição. Se não perdi, como me será restituído? Mas tem algo que perdi e que Deus me restituiu. Ele me restituiu a glória de refletir Sua imagem e semelhança. Aos poucos Ele vai me santificando e Sua glória vai brilhando cada vez mais em mim e em ti. Ele restitui em nós a posição de “filhos de Deus”. Tira-nos da condição de apenas criaturas para sermos seus filhos. Foi assim com o filho pródigo, que perdera sua condição filial e aceitaria qualquer migalha de seu pai, mas este o restituiu à glória de ser reconhecido como seu filho. Mas observe o que disse a pouco: Os bens que o filho pródigo desperdiçou ele não os teve de volta. Mas a glória maior, e que nem esperava mais, ele teve. Voltou a ser filho. Satanás rouba, mata e destrói. Jesus dá vida em abundância (João 10.10). Como conseqüência disto também pode restituir sua família, paz, alegria, saúde, como acontece aos viciados quando abandonam as drogas. A bondade de Deus é real.

 Agradeça! (Rev. Silas Matos Pinto).