quinta-feira, 19 de maio de 2016

APROVADO!



2 Tm 2.14-26, ênfase no v.15 – “Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. No fim das contas tudo o que se espera é que seja aprovado. Ninguém faz um curso, com vários gastos e investimento de tempo para, no final, ser reprovado. O alvo é sempre a aprovação. No relacionamento do lar também é assim. Filhos fazem peripécias querendo ser aprovados pelos pais. Esposas dão duro nas tarefas do lar para serem aprovadas pelo marido e pelos que visitam sua casa. Todos querem ser aprovados e esta também era a preocupação de Paulo. No texto temos as últimas palavras de Paulo antes de seu martírio. Neste texto ele deu, talvez, o mais importante conselho para o seu filho na fé: Seja um servo aprovado. O aprovado não necessita de comparações entre o melhor ou pior, apenas basta saber se foi aprovado ou reprovado. O texto mostra que é muito importante ser aprovado no que se é (apresenta-te aprovado). Naquilo que faz (Como obreiro que não tem de que se envergonhar) e, também, naquilo que sabe (que maneja bem a palavra da verdade). Tendo isto em mente serás um obreiro, um servo ou um crente aprovado.
     No texto veremos AS QUALIDADES DO SERVO APROVADO. Procure ter estas qualidades para que sejas tu também um servo aprovado pelo Senhor.     Vejamos que O SERVO APROVADO POSSUI COERÊNCIA VERBAL (v. 16-21) “Evita falatórios inúteis e profanos...” Verbo é palavra. É o que se diz. É o que sai da boca. O que dizemos traz à luz o que está em nosso coração. Sendo assim, o que dizemos deve ser o mesmo que vivemos e nossa palavra não pode ser contraditada por aquilo que fazemos. É necessário haver coerência verbal entre o que se diz e o que se faz.
     O que faz um grande orador? Sua ousadia, intrepidez, coerência e sagacidade. Ninguém se torna um grande orador falando errado, propagando contradições. Exige-se coerência entre o que se diz e o que se faz. Os fariseus se tornaram exemplos de incoerência verbal e servos reprovados. A seu respeito Jesus disse: “Façam o que eles dizem, mas não façam o que eles fazem”. Aprendemos na Palavra de Deus que “O perfeito varão não tropeça no falar” e é “Bem aventurado quem não se reprova no que aprova”. Na busca por essa coerência o servo aprovado evita: “Falatório inúteis e profanos”. Ele não joga conversa fora. Preocupa-se em que só saia de sua boca o que for útil para crescimento espiritual. Resultado da incoerência verbal é “Passar à impiedades maiores”. As más conversações são degradantes e corrompem os bons costumes, por isso elas “Pervertem a fé de alguns”. O servo aprovado tem como base de sua oratória este fundamento: “O Senhor conhece os que lhe pertencem” e “Aparte-se da injustiça quem professa o seu nome”. A utilidade do servo aprovado depende da sua coerência. Ela definirá se será utensílio de honra ou de desonra. Tenha cuidado na coerência entre o que você diz e o que você faz.
     O servo aprovado EXERCITA A VIGILÂNCIA MORAL – (v. 22) – “Foge, outrossim, das paixões da mocidade. Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor”. A degradação moral é cada vez maior. Princípios cristãos estão perdendo valor e não há muitos defensores. A permissividade chegou às casas de cristãos. Deixaram de protestar. Acolhem o erro e por isso tornam-se cúmplices. Sei de pais crentes que davam camisinhas para seus filhos e hoje estão todos afastados do Senhor. Mães, que após seus filhos engravidarem moças, esconderam o pecado e não permitiram que seus filhos se casassem. Estão fora também. O pecado tornou-se aceitável ou, no mínimo, tolerável. Deus não o tolera. Saiba que, assim como ninguém manipula carvão sem se sujar, também não se aproximará do pecado sem participar dele. Antes se expulsavam e apedrejavam os pecadores. Hoje acolhem e dão honra. Acolher pecadores sem tratá-los é tornar-se cúmplice de seus pecados. O servo aprovado não cuida só da vida alheia. Cuida da sua própria. Ele vigia como está o estado da sua própria moral. Como o vêem. Ele “Foge” das paixões da mocidade. Ele sabe que os arroubos da juventude não acabam bem. Ele “Segue” a justiça, a fé, o amor e a paz. Ele não somente se afasta do mal, mas apega-se ao bom caminho. E, além disso, ele se preocupa com suas companhias: Anda “com os que de coração puro invocam o Senhor”. Más companhias é um problema que deve ser evitado. Ditados como: “Diga-me com quem andas e direi quem és”. e “Quem anda com porcos, com eles come lavagem” são alertas para o servo que quer ser aprovado. O Salmo primeiro diz que é bem aventurado quem cuida das suas companhias. Vigia tua moral. Satanás usará tuas falhas contra ti.
     O servo aprovado POSSUI PERSEVERANÇA ESPIRITUAL – (v. 23-26) “Repele questões insensatas...”. A caminhada começa com o primeiro passo, mas muitos não chegam ao fim da jornada. Desistem de cursos e de profissão, de marido e de esposa e até desistem da fé. Falta-lhes perseverança. O perseverante não troca o bom caminho pela incerteza. Ele: “Repele questões insensatas / Engendram contendas”. Contendas geram amargura e desestimula a caminhada cristã. Hebreus nos ensina a tomar cuidado com a “Raiz de amargura”. Troncos são notados com facilidade, mas raiz não. Não guarde maus sentimentos no coração. Lance-os fora. Um sábio disse: “Guardar rancor no coração é o mesmo que tomar pequenas doses de veneno esperando que o outro morra”. Quem morre é você. v. 24, diz que o aprovado “Não é contencioso. É brando para com todos”. Ele procura ser apto a instruir e paciente. Ele não se associa aos réprobos. Ele os disciplina e os incomoda. Se empenha na busca do seu “Arrependimento” e “Retorno à sensatez”. Não se contamina com o mau humor dos irmãos, mas procura “livrá-los dos laços do Diabo”. O servo aprovado possui Coerência verbal / Vigilância moral e Perseverança Espiritual. Você já ouviu: “Sou brasileiro e não desisto nunca!” Então diga: “Sou cristão e não volto atrás. Farei todo o possível para ser aprovado”.             (Rev. Silas Matos Pinto).