segunda-feira, 24 de abril de 2017

PROVAS INCONTESTÁVEIS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO






1 Coríntios 15  :  19-22

19 -  Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens.
20 -  Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.
21 -  Visto que a morte veio por um homem, também por um homem veio a ressurreição dos mortos.

22 -  Porque, assim como, em Adão, todos morrem, assim também todos serão vivificados em Cristo.



Introdução:
Deus se preocupou em deixar provas incontestáveis da ressurreição de Jesus, para que nenhuma dúvida pairasse sobre tais acontecimentos, embora, que, mesmo assim, em toda história aparecem aqueles que colocam sérias dúvidas a este grande acontecimento que mudou a história da humanidade.
O Rev. Américo é quem vai dizer: “São tantas e tão seguras as provas da ressurreição de Cristo que um brilhante crítico, o cônego Westcott, afirmou: ‘verdadeiramente, tomadas todas as evidências em conjunto, não é demais dizer que não há um acontecimento histórico  mais bem, nem mais variadamente sustentado que a ressurreição de Cristo.”.

1. O próprio testemunho de Jesus (profecias) de sua iminente ressurreição dos Mortos.
Jesus falou abertamente sobre o que lhe aconteceria: crucificação e então ressurreição dente os mortos. “O Filho do Homem deve sofrer muitas coisas e ser rejeitado pelos anciãos e principais sacerdotes, e pelos escribas, e ser morto, e depois de três dias ressuscitar” – (Mc 8:31 – ver também Mt 17:22 e Lc 9:22).
São registradas as declarações de Jesus de que, se seus inimigos destruíssem o templo (do seu corpo), ele o reconstruiria em três dias (Jo 2:19; Mc 14:58; cf. Mt 26:61).
 __  Ele também falou de forma figurada sobre o “Sinal de Jonas” – três dias no coração da terra (Mt 12:39; 16:4). E ele sugeriu isso de novo em Mt 21:42 – “A pedra que os edificadores rejeitaram, essa foi posta como pedra angular”.  
__  No topo de seu testemunho próprio da iminente ressurreição, seus acusadores disseram que isso era parte da declaração de Jesus: “Senhor, lembramo-nos como aquele impostor disse, quando ele ainda vivia, ‘Depois de três dias ressuscitarei'” (Mateus 27:63).
Nossa primeira evidência de ressurreição, portanto, é que o próprio Jesus falou dela. A extensão e natureza da declaração torna improvável que uma igreja enganada tenha feito isso. E o caráter do próprio Jesus, revelado nesses testemunhos, não foi julgado pela maioria das pessoas como o de um lunático ou enganador.




2. A tumba estava vazia na Páscoa.

Os documentos mais antigos declaram isso: “Quando eles entraram não encontraram o corpo do Senhor Jesus” (Lucas 24:3). E os inimigos de Jesus confirmaram isso quando declararam que os discípulos tinham roubado o corpo (Mt 28:13).
O corpo de Jesus não pôde ser encontrado. Existem quatro possíveis explicações para isso.
2.1 Seus inimigos teriam roubado o corpo. Se eles fizeram isso (e eles nunca declararam tê-lo feito), certamente iriam mostrar o corpo para acabar com a bem sucedida divulgação da fé cristã logo na cidade onde aconteceu a crucificação.
2.2  Seus amigos teriam roubado o corpo. Esse foi um rumor inicial (Mt 28:11-15). Isso é provável? Teriam eles conseguido passar pelos guardas na tumba? Mais importante, teriam eles começado a pregar com tamanha autoridade que Jesus ressuscitou, sabendo que ele não tinha? Teriam eles colocado em risco suas vidas e aceitado espancamentos por uma coisa que eles sabiam ser uma fraude?
2.3  Jesus não estava morto, apenas inconsciente quando eles o colocaram na tumba. Ele acordou, removeu a pedra, passou pelos soldados, e desapareceu da história depois de alguns encontros com seus discípulos nos quais ele os convenceu que havia ressuscitado da morte. Mesmo os inimigos de Jesus não tentaram essa linha. Ele estava obviamente morto.
Os Romanos viram aquilo. A pedra não podia ser removida por dentro por um homem que tinha acabado de sofrer o que sofreu e, ainda ter tido o coração furado por uma lança após ter passado seis horas pregado numa cruz.
2.4  Deus ressuscitou a Jesus dos mortos. Isso é o que ele disse que aconteceria. Isso é o que os discípulos disseram que aconteceu. Mas como existe uma remota possibilidade de explicar a ressurreição de uma forma natural, as pessoas modernas dizem que não deveríamos pular para uma explicação sobrenatural. Isso é razoável? Eu não acho que seja.


1)     Tumulo Vazio
A Escolta de Soldados Romanos não podia ser suprimida por uma dúzia de pessoas (Apóstolos) para adentrar no tumulo e retirar o corpo de Cristo à força e depois ocultá-lo.  Então o boato que os principais sacerdotes espalharam que o corpo de Cristo foi roubado é incabível e infundado. O Tumulo de Cristo sempre ficará vazio. E seu corpo nunca foi encontrado e nem será encontrado como morto.
Três provas o Corpo de Cristo não foi roubado:


a)     O cenário do local onde jazia o corpo de Cristo estava arrumado e não desarrumado, não há roubos sem desarrumação, a desarrumação é característica comum de roubos. Na ocasião se de fato houvesse o roubo teriam que usar a força e tempo para tal a desarrumação seria inevitável.(Jo.20:4-8)
b)     A Escolta estava bem armada e pronta para suprimir qualquer tentativa de roubo ou furto do corpo de Jesus, eles estavam prontos para peleja em pequena, média e grande proporção.
c)      Os Discípulos de Cristo e seus seguidores foram instruídos por Cristo que Ele ressuscitaria, sendo assim desnecessária a necessidade de roubar o corpo de Cristo.

3. A transformação imediata dos discípulos (de homens sem esperança e amedrontados em homens que foram testemunhas confiantes e corajosas da ressurreição).


A explicação deles para essa mudança foi que eles tinham visto o Cristo ressuscitado e tinham sido autorizados a serem suas testemunhas (Atos 2:32).

4. A declaração de Paulo de que não apenas ele viu o Cristo ressuscitado, mas 500 outras pessoas também o viram.
“Então ele apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, a maioria deles ainda viva, embora alguns já tenham falecido” (1 Co 15:6). O que torna isso relevante é que isto foi escrito para gregos que eram céticos para esse tipo de declaração, quando muitas testemunhas estavam ainda vivas.
Então essa era uma declaração arriscada já que podia ser contestada com uma pequena pesquisa de primeira mão.

5. O nascimento e o grande e imediato crescimento da igreja (próspera e conquistadora de impérios suporta a verdade da declarada ressurreição.
A igreja difundiu-se no poder do testemunho que Jesus ressuscitou dos mortos e de que Deus assim o fez Senhor e Cristo (Atos 2:36).
O senhorio de Cristo sobre todas as nações é baseado na sua vitória sobre a morte. Essa é a mensagem que se propagou por todo o mundo. Seu poder de cruzar culturas e criar um novo povo de Deus foi um forte testemunho de sua verdade.

6. A conversão do Apóstolo Paulo.
Ele debate com um público parcialmente insensível em Gl 1:11-17 que seu evangelho vem de Jesus Cristo ressuscitado, não de homens.
Seu argumento é que antes da sua experiência na Estrada de Damasco quando ele viu Jesus ressuscitado, ele era violentamente oposto à fé cristã. Mas agora, para espanto de todos, ele está arriscando sua vida pelo evangelho (Atos 9:24-25).
Sua explicação: O Jesus ressuscitado lhe apareceu e autorizou-o a liderar a missão dos gentios (Atos
26:15-18). Podemos dar crédito a tal testemunho? Isto encaminha-nos para o próximo argumento.

7. As testemunhas do Novo Testamento não carregam o rótulo de ingênuos ou enganadores.
Os escritos desses homens não se lêem como as obras de homens ingênuos, facilmente enganados ou enganadores. O discernimento que eles têm da natureza humana é profundo. O comprometimento pessoal é sóbrio e cuidadosamente declarado. Seus ensinamentos são coerentes e não se parecem com a invenção de homens instáveis. O padrão moral e espiritual é alto. E as vidas desses homens são totalmente devotadas à verdade e à honra de Deus.

8. Existe uma glória evidente no evangelho da morte e ressurreição de Cristo como narrado pelas testemunhas bíblicas.
O Novo Testamento ensina que Deus enviou o Espírito Santo para glorificar Jesus como o Filho de Deus. Jesus disse: “Quando o Espírito da verdade vier, ele vos guiara em toda a verdade… Ele vai glorificar-me” (João 16:13).
O Espírito Santo não faz isso dizendo-nos que Jesus ressuscitou dos mortos. Ele faz isso abrindo nossos olhos para ver a evidente glória de Cristo na narrativa de sua vida e morte e ressurreição. Ele nos habilita a ver Jesus como ele realmente foi...
Um conhecimento salvador do Cristo crucificado e ressuscitado não é o mero resultado de um raciocínio correto sobre fatos históricos. É o resultado de iluminação espiritual para enxergar esses fatos para o que eles realmente são: uma revelação da verdade e glória de Deus na face de Cristo – que é o mesmo ontem, hoje e sempre.        
                              
(Escrito por John Piper com alterações e adaptações).